Mostrando postagens com marcador Nu com a mão no bolso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nu com a mão no bolso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

I see naked people

Todo mundo tem seus segredinhos. Que não são tão secretos assim.

Sempre me pergunto se o que eu penso pode alguém ter pensado também, e se outras pessoas também têm essa mania de ficar elucubrando sobre devaneios e coisa e tal. Porque eu fico.

Pois, dentro desse contexto, me descobri com essa mania estranha de enxergar a realidade além das aparências, além das roupas e acessórios, o que certamente Freud deve ter explicado em seus tratados, mas euzinha ainda não descobri porque tenho esse hábito louco de imaginar como as pessoas seriam peladas.

Ai, que depravada! Diria minha vó. Óóómh... Diria um irmão. Minha mãe deitaria na gaitada. Meu pai  não diria nada, nem um assovio. Terror e pânico no recinto.

Mas voltando à situação, isso é, senão dizer patético, muito gozado. Imagine a cena: você, pessoa vestida, com suas honrarias guardadas à sete chaves, dentro de sua cueca slip ou sua calcinha estilo tanga, toda cheia de segredos "cabeludos" e "surpreendentes" para o mundo, menos para mim...
Desculpe docinho, mas eu posso sim ver-te pelado/pelada, e a visão não é nada disso que tu tenta aparentar...

Ah, quer saber? Acho que todo mundo imagina todo mundo pelado. É isso aí. Porque já houveram ocasiões em que me senti nua, nuinha em pêlo, e até enrubesci (em outra vida) quando recebi aquele olhar mais caliente, estilo "latino lover, tô te querendo", e a pessoa não tava com conjuntivite não.

E acho até mais natural esse tipo de relação onde as pessoas se vêem peladas, porque em vez de se concentrar no corpo, a pessoa foca em outros atributos, como a fala, o olhar, e tudo fica mais à mostra, natural, realístico, sem esses artíficios baratos e grotescos de "calça levanta bunda" ou "braguilha aumenta tico". A pessoa é o que é sem pudor: sua alma, seu humor, sua natureza, sua tez. Não o corpo que ela tem ou gostaria de ter, que um dia talvez tenha sido espetacular mas que inevitavelmente sucumbirá à força da natureza que tem por ordem ceder espaço para o novo, sempre.
E o novo, neste caso, não é a sua nova bunda caída mas sim a sua nova vizinha, aquela que os bobocas dizem gostosa.

Quando nós finalmente entendermos isso, e pararmos de acreditar na esperança da "eterna juventude" ou na busca do corpo perfeito, ficaremos tranquilos com nosso arcabouço de pele, gordura e ossos, que tem somente a função de projetar o que nos perpassa a mente. Nossa mente, essa sim, que deve sempre almejar a melhora constante: linhas de raciocínio mais bem definidas e seguras, tecido cerebral durinho, super malhado de tanto fazer conjecturas, sinapses rápidas e precisas, neurônios alongadinhos e aquecidos de tanto exercício...
 
Em resumo, as pessoas são o que são, pelo e não como são, logo, o corpo é uma mera formalidade.

parafraseando o saudoso apresentador Bolinha: "essa são as coisas que o povo gosta..."