terça-feira, 16 de abril de 2013

Óbvio

Obviedade. Procurei no dicionário: qualidade do que é óbvio. Dã. É mesmo é?? Fui no óbvio: que salta à vista, claro, evidente, manifesto, patente, visível... e por aí vai. 

Se algo é óbvio porque eu faria esforço por entendê-lo então? Por que obviedade está intrinsecamente relacionada com a interpretação de cada pessoa sobre determinado assunto.

Passo meus dias lendo textos variados sobre assuntos variados e nada, absolutamente nada me parece óbvio. Fico pensando se meu pensamento é tão limitado a ponto de não compreender nada de primeira, mas recursivamente penso que construções cognitivas limitadas também são cognições, afinal.

Tó, lembrei! Óbvio me remete à novela. É óbvio que aquela piranha vai engravidar do cara que a mocinha gosta! Taí. Descobri o conceito cabal de obviedade: as estórias novelísticas.

Tem umas coisas que também não entendo como falta de assunto. Tem pessoas que simplesmente não sabem continuar uma conversa. Tu começa a conversar com a pessoa, introduz a conversação, faz uma pergunta aqui, uma afirmação ali, mas a pessoa não contribui, dá aquelas respostas incrivelmente monossilábicas, estilo douzo yoroshiku. E como eu não consigo parar de falar, pois tenho muito assunto, não entendo esse jeito de ser. Talvez meu assunto não seja tão atrativo a ponto de persuadir a pessoa a conversar, mas há pessoas que tem o dom de desmotivar os outros...

Na minha cabeça é óbvio que um assunto pode ser discorrido ou enveredar em outro, o que não é óbvia é a falta de continuidade.

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