sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sonhos molhados

Sonhos são bizarros. E são reais.

Você sonha, acorda, lembra da situação e pensa: " mas foi tão real... ufa... foi só um sonho.". Então, no decorrer do dia você tenta relembrá-lo e lá se foi ele, pras cucuias. O que restou foram leves lembranças.

Os sonhos parecem ser projeções de nossa mente, medos e inseguranças reais que exercitamos em nossas mentes diariamente e que, ao dormir, vivemos intensamente em formato de ópera. Mas tem uns sonhos que são mucho loucos, eu nem chegaria a pensar tais coisas na verdade. Eu nem pensaria que pensei nisso, oras! Aí, descubro feliz que minha mente é criativa pacas, mas pena que ela só se manifesta quando eu tô dormindo... provavelmente por isso muitos cientistas usam o método de entrar em estado de sonolência para terem ideias...

Esse negócio da mente vai muito além do que se cogita. A mente te manda fazer coisas que nem tu mesmo te dá conta, como se defender quando se é atacado ou atacar quando nem mesmo se é agredido. Não existem regras, existem mentes que aprenderam a reagir cada uma à sua forma, à luz de sua vivência. Cada um tem a mente que desenvolveu, isso é óbvio, mas não dá pra arriscar qual vai ser a atitude dessa ou daquela pessoa, nem a nossa mesma... Na realidade vivemos tenteando os outros. Eu tenteio aqui, o outro tenteia lá. Dependendo do meu objetivo ou o da pessoa, não tenteamos nada, esperando a contra-resposta e todo mundo fica paradão que nem bobo, vendo um terceiro tentear e se dar bem.

Às vezes estamos tão absortos em nossos argumentos que não vemos o óbvio. Ele dança no nosso nariz, nos chama de otários e então já não é mais o mesmo quando resolvemos acordar do estupor em que nos encontramos. O óbvio então é outro óbvio. Ele se transformou, e foi modificado pelas nossas atitudes e as atitudes dos que receberam as nossas. Nossas projeções, acredito eu, baseiam-se nesse jogo de tentear aqui e ali, pensar como tudo ficaria se tomássemos essa atitude ou aquela outra, como no jogo de xadrez em que várias jogadas são possíveis e tem suas consequências boas ou ruins. Mas isso é questão de prever movimentos, e existem regras para o movimento de cada personagem no xadrez. Com pessoas, podemos até pensar que existem regras morais, éticas ou sociais, mas cada pessoa age como melhor lhe manda a mente. Como melhor lhe parece a ética, sua ética. Podemos tentear movimentos, mas prever com inteira certeza, jamais.

Na verdade quando espero um movimento, estou projetando ele na minha mente: ó, eu vou fazer isso e aquela pessoa vai fazer aquilo, com base em todas impressões que guardei daquela pessoa. Então eu reajo antes que a pessoa aja, e aí dá a merda. Parece assim: se eu espero que a pessoa faça o bem e ela caga (usando de termos chulos, método mnemônico criado por Mônica) eu só vou esperar/projetar que ela cague para sempre. Mas aí me lembro do Pai Nosso, de perdoar os outros, blá, blá, blá, e tento várias vezes dar a chance de ela não cagar novamente mas ela segue cagando, então eu decido que não vou mais dar a chance de ela cagar comigo. Ponto.
Sabendo de antemão com quem eu lido, após cagadas sucessivas, simplesmente elimino esse indivíduo do meu rol de pessoas. Sim, porque só Cristo pra oferecer todas faces... e não sei se adiantou não, arrisco que se ele voltasse hoje, faria diferente. Paz e amor, sim, ser babaca para todo o sempre de alguém que se nega a aprender, não!

Como eu já espero o "mal" daquela pessoa, por que ela é famosa por cagar, eu já nem me esforço em dar chances. Isso é engraçado, né? Por que, será que essa pessoa age como o esperado, ou será que eu espero tanto que ela cague que eu projeto isso em minha mente e minhas atitudes ensejam essa pessoa a cagar? Será que na verdade ela está cagando porque eu espero isso dela e na verdade essa cagada não é tão molhada assim? Talvez uma análise laboratorial resolva. É cocô ou não é?
Talvez seja tudo um mal entendido, cagadas por cagadas, cada um tem a sua. Guaibão que o diga.
Tudo é questão de ponto de vista... ou seria de privada?

Acho que tô ficando recursiva. E o sonho não acabou...

tentando enxergar o óbvio

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