segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Suicídio coletivo

O calor está definitivamente chegando para se instalar no planeta terra.

É terrível ver como somos impotentes sozinhos, nesta era de desgaste da natureza, ocasionado pela má utilização dos recursos naturais que temos no planeta. Nós, humanidade, homens e mulheres, usamos muito mal nossos recursos naturais, nossas maiores riquezas. Nossos irmãos índios sabiam respeitar a natureza, mas o bendito homem branco cagou tudo.

E ainda influenciou o índio para que ele fizesse junto. Hoje muitos índios se comportam como homens brancos, (por sua livre escolha, sim) esquecendo seu passado de respeito à Mãe Terra, à Mãe Natureza e flagelam e se vendem tais como o homem branco-burro-besta.

Nosso planeta está aquecendo, e já é previsto que se continuarmos nesse ritmo, a temperatura aumentará em torno de 2 graus até 2050. Isso parece pouco mas em termos de temperatura média equivale a grandes proporções, grandes mudanças. Muitas espécies, marinhas e terrestres tendem a desaparecer por conta do aumento da quantidade de água nos oceanos ocasionado pelo derretimento das geleiras dos polos. Muitos aquíferos serão salinizados por conta da submersão de muitos territórios e a maior briga no futuro será por água, bem como preconizava o filme Mad Max...

Muitas regiões serão atingidas pela seca e um enorme fluxo migratório ocorrerá por conta deste panorâma seco e desidratado que algumas regiões assumirão.

E todos sabemos o que devemos fazer, pois não? Economizar água, parar já o desmatamento das florestas, emitir menos gases tóxicos, consumir menos produtos que só se transformam em lixo, reciclar o lixo que pode ser reciclado, separar o lixo orgânico para adubo, respeitar a natureza, usar menos o carro, andar mais de bicicleta, etc, etc, etcétera.

Somos a geração que vivencia os últimos arroubos de abundância energética e recursos naturais, e assistimos atônitos às mudanças climáticas devaneando que são somente especulações de malucos fanáticos sobre as mudanças que estão por vir. Malucos são os que duvidam. Não há mais como duvidar, nem um cego pode se negar tanto a enxergar. Somos os responsáveis pela mudança imediata de comportamento para que a situação não se agrave mais ainda, e não estamos fazendo quase nada para isso. QUASE NADA. Estamos gozando do restinho que é possível, falamos muito, especulamos um tanto outro, mas nada do que falarmos ou especularmos irá ajudar, somente ações é que são importantes, é que mudam alguma coisa.

Somos donos deste planeta e nos comportamos como inquilinos: usamos, sujamos, destruímos, e vamos embora. Para onde?? Manés. Somos donos e não somos, Deus nos cedeu um lugar lindo e incrível para desfrutarmos e aprendermos sobre a beleza de viver com amor e não demos nenhum valor, somente nos preocupamos com estas merdas todas chamadas coisas. E essas coisas não nos servem para nada mais do que distrair nossa consciência do que é mais importante: nossa família.

Nossa família é gigantesca, porque todos somos irmãos neste planeta, inclusive os animais e plantas, e estamos destruindo nossa família, estamos destruindo a nós mesmos. Na verdade isso é um suicídio coletivo.

E o pior e melhor de tudo isso é que não basta uma ação isolada para reverter esse processo, se todos não mudarmos esse panorâma de abuso e destruição, nós seremos extintos deste planeta. Deus nos ensina a nos unirmos para vencermos, não há outra saída. Não adianta eu fazer a minha parte se você não faz a sua. Não adianta eu me deitar em quem faz algo enquanto só reclamo, é preciso que todo mundo faça a sua parte, dê o seu melhor. Como o beija-flor na floresta, quando ocorreu o incêndio, o bichinho ia buscar água, com seu biquinho, e de biquinho em biquinho tentava conter o incêndio. Quando questionado por outros animais pela sua loucura, pois ele nunca apagaria o incêndio, ele respondeu: "Não sei se vou conseguir apagar este fogo, mas estou fazendo a minha parte.".

Qual é a sua parte que pode ser feita?



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Reflexão do dia: humildade

O que é humildade afinal?

Parece tão fácil identificar situações humildes, mas será que são situações de humildade?

Humildade é ser pobre? É ser subserviente? É usar sapatos velhos? No Brasil, é andar de ônibus? É falar errado? É dançar funk? Por acaso ser humilde é ter a pele negra?

Falo isso pois hoje me veio esse questionamento sobre humildade. Acho que ainda não sei direito o que é, e talvez escrevendo eu consiga elucidar.

Sempre pensei em humildade como algo feito por pessoas humildes. Ou seja: pobres. Desculpa, se isso é ser preconceituosa, então sou contra mim mesma... nasci em família humilde, e se humildade é ter que trabalhar para sobreviver (quando gostaria de passar meus dias trabalhando por gosto) ainda sou humilde. Não como antes, mas com certeza, sim, sou bem humilde.

A questão é que não acho que se trata de preconceito. Se trata de hipocrisia linguística. Somos ensinados desde pequeninos a nos referirmos às pessoas de pouca condição financeira como "humildes". Creio que se trata daquele tipo de expressão que usamos para substituir uma palavra considerada humilhante e ofensiva, como "pobre". Isso é muito comum no Brasil, se chama eufemismo. É a qualidade de "suavizar" uma expressão. Mas isso pode gerar muita confusão.

Por exemplo: no Brasil, a maior parte da população costuma chamar uma pessoa de pele negra de morena. Até aí tudo bem, grande coisa né? Porque teríamos que nos referir a alguém pela cor de sua pele? Isso não faz nenhum sentido, não é mesmo? Tá, mas então, porque teríamos que não referenciá-la pelo tom de sua pele, ou seja, porque não chamá-la de negra, quando for necessário? Isso é ofensivo? É, por acaso, humilhante? Claro que não. Mas, devido a uma história vergonhosa de escravidão, no Brasil é considerado insultante chamar alguém de negro.

Então, voltando ao assunto da humildade, no Brasil costumamos eufemizar as expressões, e causamos muita confusão em nossas mentes por conta disso. Inclusive, chego a arriscar que grande parte de nossa desordem social é oriunda dessa nossa confusão linguística. Como saber o que significa "de fato" cada expressão, se muitas são expressões tácitas?

Humildade, para mim, tem a ver com respeito às desigualdades. Desigualdades que falo, tem a ver com o diferente que somos uns dos outros. Essa desigualdade. Porque ninguém é igual a ninguém. Somos universos de tudo em cada ser. Universo de células só minhas, de pensamentos somente meus, de impressões, de vivências, de saberes, de lembranças, de sonhos.

Humildade, para mim, tem a ver com amor ao próximo, à sua desigualdade, à sua interioridade. 
Nada tem a ver com ser pobre, limpar o chão, se rebaixar para quem "julgamos" ser superior a nós. Aliás, creio que ninguém é superior a ninguém, faço essa reflexão todos os dias, principalmente quando fico chateada com alguém, com suas atitudes, e com as minhas (que são bem imperfeitas também).

Ninguém é, absolutamente, superior a ninguém.

E Deus está no comando. Falo em Deus, porque assim é que Ele/Ela é comumente conhecido e citado, mas Deus, para mim, é essa força universal que cria e rege todas as leis do universo. Todas.

Humildade, para mim, afinal, tem a ver com sentir. Eu sinto muito pela dor do outro. Sinto muito, mas não cabe a mim aprender no lugar do outro, eu tenho os meus aprendizados, que já são muitos, eu tenho as minhas dores, então, humildade é respeitar as lições que cada um de nós deve passar para evoluir.

Humildade é ter respeito por tudo e por todos. Todos mesmo.
Humildade é, sim, amar ao próximo, como a ti mesmo. E para amar ao próximo, não precisa sair beijando e abraçando todo mundo ou dizendo amém para tudo o que os outros fazem, mas simplesmente respeitá-los no seus níveis de evolução, nas suas decisões. Se o próximo decide te ofender, não faça o mesmo, respeite-o na sua decisão, mas não o imite. E se respeite, não deixe ele fazer isso duas vezes. Ensine-o. Ensinando a gente aprende.
Humildade é perdoar. Perdoar é entender que o outro fez errado e você fez errado por permitir que ele fizesse. O erro é bilateral. Então, perdoar é entender isso, independente se o outro te pediu perdão ou não. E não esqueçamos a lei do karma.
Humildade é pedir perdão, mil vezes.
Humildade é falar o que você sente, não o que você pensa, porque sentimento é bem diferente de pensamento. Pensamento é construído, e toda construção pode ter erros. Sentimento normalmente não é construído, também pode ser com base em pensamentos, mas uma vez sentido não é mais pensamento, é sentimento. Em suma: cuidado com o que você pensa...
"Humildade é ajudar as outras pessoas." (by Sophia)
Humildade é aceitar-se como se é, sem orgulho ou culpa.
Humildade é não se sentir nem melhor, nem pior do que ninguém. É simplesmente ser.

E acreditar em Deus? É humildade? Olha, Deus não precisa da crença de ninguém para existir, Ele/Ela, simplesmente é. Humildade, penso, é assumir que se acredita em Deus abertamente, sem medo da crítica alheia...

Sou humilde, sou humilde, sou humilde de Jesus...

E sigamos no estudo da humildade.

símbolo da pureza no Budismo, a belíssima flor de lótus nasce em águas turvas e lamacentas

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sentindo Vishnu

Sentindo o dia de hoje, está uma baita de uma paz...

Toda vez que o tempo ficou calmo assim, depois vieram muitos desafios, decisões... enfim, uma série de atitudes a tomar e escolhas por fazer, e não dá pra deixar pra depois.
Tenho uma certa mania de deixar pra depois. Já fiz isso um milhão de vezes, de deixar pra depois, e confesso que não deu muito certo. Porque o depois sempre volta.

É até meio contraditório, como o depois voltaria se ele ainda não aconteceu?

Pois é, o depois não aconteceu ainda (ou sim, mas ainda não foi comprovado cientificamente, porque comigo o dejavu acontece com bastante frequência), mas ele volta.

O que significa isso?

Significa que o depois não existe, na verdade. Existe o agora, o agora não é depois, é agora. O que eu deixo de fazer agora não será um depois, ele será o agora de amanhã. Então, se eu deixo algo pra depois, estou acumulando mais coisas pra fazer no agora de amanhã...

Isso de deixar pra depois não é exclusivo meu... na realidade percebo cada vez mais pessoas fazendo isso: deixando pra depois. São tantas informações pra absorver, tantos encontros pra ir, tantos afazeres por fazer, no meu caso, lavar a roupa, limpar a casa, fazer trabalhos da faculdade, dar de mamar, revisar os temas da minha filha maior, lavar a louça, parar e ler aqueles livros que chegaram pelo correio, limpar o chão, levar a neném pra vacinar, arrumar a cama, planejar as férias, estudar aqueles tópicos do curso EAD que eu tanto gosto, pagar as contas, botar água para os passarinhos, fazer os cálculos, dar comida e água pro cachorro, plantar as sementes de mamão que brotaram, costurar a toca de Natal da Sophia, aguar as pimenteiras... 

Então, tentando me organizar para o novo ano, percebo que há uma lista enorme de tarefas por fazer, e não posso acrescentar nada antes de completar as anteriores. O que posso fazer, é trocar umas por outras, porque algumas já não me parecem tão necessárias quanto antes. Na verdade, várias já não fazem mais sentido na minha lista.

E neste período que passo em casa com as minhas gurias, afloro habilidades desconhecidas como cozinhar, ler e escutar áudios de estudo ao mesmo tempo. E a comida ainda fica boa. São habilidades que eu preciso ter e quero ter, e esse é o momento de aprendê-las.

Pois então... uma das maiores habilidades que estou desenvolvendo neste momento é a capacidade de fazer váááárias coisas ao mesmo tempo...e ainda parar pra dizer "eu te amo" pros meus amores...

É uma arte. É incrível, quanto mais coisas eu faço, mais tenho por fazer, elas se multiplicam, se triplicam, e às vezes parece que eu vou surtar, e acho que até surto, mas "depois" dá tudo certo.
Fase completada.

Ah, e ainda esqueci de dizer que tô estudando o Hinduísmo... que Vishnu me inspire com seus vários braços dando conta com maestria de todas as ações, transformando-as em realizações.
É o meu desejo.

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare!

sentindo Vishnu

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Parem!

Ei robôs, parem de escanear meu blog!!!

Hoje eu tô gritando

Ah, o certo.

Certo. Quero ser certa, estar certa. Sou certa. Sigo o "caminho" certo. Tento andar certo. Dizer coisas certas. Sentir o certo. Não pensar errado. Agir certo. Gritar certo. Amar certo.

Aí vem aquela pessoa cheia de seus problemas. Tô eu aqui, no meu momento de vida com a minha vida, meus problemas, minhas alegrias e tristezas. Eu. Aí vem aquela pessoa. Ela tá mal. Tá desequilibrada, cheia de horror por tudo. Fala mal de tudo e de todos. Sofre. Todos os dias acorda sem saber o que vai fazer direito. Eu sei porque ela me disse. Então ela, a pessoa, chega te pedindo um colinho, não desse jeito "quero um colinho", e sim do jeito como eu entendo ser um pedido de colinho. Do tipo, bah, tô sofrendo e pás. Okay. Eu dou o colinho. Aninho no meu peito. Protejo. Levo pela mão. Mas o meu jeito maternal de ser me diz que colinho também é apontar o que eu acho que tá sendo feito errado. Então faço isso. Aponto. Falo. No início falo suave pra não doer muito. Só que a pessoa não entende o que ela tá fazendo de errado pra sofrer tanto assim. Aí, eu que tô de fora e realmente enxergo melhor digo a ela: "olha, tu tá fazendo isso, isso e mais isso de errado... mas se tu fizer assim e assado tu pode te recuperar...". Então a pessoa diz que se sente melhor do meu lado, que não via esperança, mas agora enxerga uma luz... só que não. Ela continua fazendo as mesmas coisas erradas de sempre. E continua doendo... aí, eu que tenho a paciência de uma hiena diante da carniça, já não falo tão suave. Falo grosso, falo alto. Uso frases fortes, do tipo: "não seja burro!", só que a pessoa me releva, porque ela sabe que eu tô falando para o bem dela. Porque eu gosto muito dela. Várias vezes apoiei ela. Sofri com ela. Passei o Natal no hospital cuidando dela. Perdoei seus desaforos. Mas há um dia em que minha vida se refaz sem ela. Não sinto mais falta como antes. Não tenho vontade de ligar, de saber como está. Se está longe, está bem. Assim eu penso nesse momento.

Só que não.

O orgulho é uma merda. Aí tá, a pessoa não quer mudar, digo a ela aos berros, depois do seu enésimo erro, que dessa vez me afeta porque tô junto dela: "Tu precisa mudar! Tem que parar de fazer tudo errado e achar que vai dar certo! Tem que parar de agir assim! Entendeu?". E a pessoa então, não enxerga com bons olhos meu gritedo e retruca: "Eu não acho que tô errado. Na verdade eu acho que tô certo.".

E eu:

- Ah é? Então pára de vir na minha casa com todos os teus mil problemas me despejar tuas lamúrias se tu é tão inteligente assim! Porque pra mim tu é BURRO!!!!!!!!!!!!!!! Tu não é só burro, tu é muuuito burro! Por que alguém que sabe que faz errado, segue fazendo, sofre, e diz que nunca vai mudar porque não acha que tá errado, só pode ser é muito do burro!

Só que a pessoa não recebeu muito bem essas minhas últimas palavras. Não mesmo.
E agora eu tô com dor de barriga. Mas não me arrependo nem um pouquinho. De nada.
Acho que quando a gente gosta de alguém e se preocupa com essa pessoa, quer o seu melhor, quer que ela seja feliz de verdade, a gente deve falar. A GENTE DEVE GRITAR. Gritar para que a pessoa se lembre. Ela não vai poder dizer, bah, eu não sabia, ninguém nunca me disse. Não. Isso ela não vai poder dizer. Porque alguém falou. Falou suave. Falou firme. E depois, gritou.

Ahhhhhhhhhhhhh!