sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Hoje eu tô gritando
Ah, o certo.
Aí vem aquela pessoa cheia de seus problemas. Tô eu aqui, no meu momento de vida com a minha vida, meus problemas, minhas alegrias e tristezas. Eu. Aí vem aquela pessoa. Ela tá mal. Tá desequilibrada, cheia de horror por tudo. Fala mal de tudo e de todos. Sofre. Todos os dias acorda sem saber o que vai fazer direito. Eu sei porque ela me disse. Então ela, a pessoa, chega te pedindo um colinho, não desse jeito "quero um colinho", e sim do jeito como eu entendo ser um pedido de colinho. Do tipo, bah, tô sofrendo e pás. Okay. Eu dou o colinho. Aninho no meu peito. Protejo. Levo pela mão. Mas o meu jeito maternal de ser me diz que colinho também é apontar o que eu acho que tá sendo feito errado. Então faço isso. Aponto. Falo. No início falo suave pra não doer muito. Só que a pessoa não entende o que ela tá fazendo de errado pra sofrer tanto assim. Aí, eu que tô de fora e realmente enxergo melhor digo a ela: "olha, tu tá fazendo isso, isso e mais isso de errado... mas se tu fizer assim e assado tu pode te recuperar...". Então a pessoa diz que se sente melhor do meu lado, que não via esperança, mas agora enxerga uma luz... só que não. Ela continua fazendo as mesmas coisas erradas de sempre. E continua doendo... aí, eu que tenho a paciência de uma hiena diante da carniça, já não falo tão suave. Falo grosso, falo alto. Uso frases fortes, do tipo: "não seja burro!", só que a pessoa me releva, porque ela sabe que eu tô falando para o bem dela. Porque eu gosto muito dela. Várias vezes apoiei ela. Sofri com ela. Passei o Natal no hospital cuidando dela. Perdoei seus desaforos. Mas há um dia em que minha vida se refaz sem ela. Não sinto mais falta como antes. Não tenho vontade de ligar, de saber como está. Se está longe, está bem. Assim eu penso nesse momento.
Certo. Quero ser certa, estar certa. Sou certa. Sigo o "caminho" certo. Tento andar certo. Dizer coisas certas. Sentir o certo. Não pensar errado. Agir certo. Gritar certo. Amar certo.
Só que não.
O orgulho é uma merda. Aí tá, a pessoa não quer mudar, digo a ela aos berros, depois do seu enésimo erro, que dessa vez me afeta porque tô junto dela: "Tu precisa mudar! Tem que parar de fazer tudo errado e achar que vai dar certo! Tem que parar de agir assim! Entendeu?". E a pessoa então, não enxerga com bons olhos meu gritedo e retruca: "Eu não acho que tô errado. Na verdade eu acho que tô certo.".
E eu:
- Ah é? Então pára de vir na minha casa com todos os teus mil problemas me despejar tuas lamúrias se tu é tão inteligente assim! Porque pra mim tu é BURRO!!!!!!!!!!!!!!! Tu não é só burro, tu é muuuito burro! Por que alguém que sabe que faz errado, segue fazendo, sofre, e diz que nunca vai mudar porque não acha que tá errado, só pode ser é muito do burro!
Só que a pessoa não recebeu muito bem essas minhas últimas palavras. Não mesmo.
Acho que quando a gente gosta de alguém e se preocupa com essa pessoa, quer o seu melhor, quer que ela seja feliz de verdade, a gente deve falar. A GENTE DEVE GRITAR. Gritar para que a pessoa se lembre. Ela não vai poder dizer, bah, eu não sabia, ninguém nunca me disse. Não. Isso ela não vai poder dizer. Porque alguém falou. Falou suave. Falou firme. E depois, gritou.
Ahhhhhhhhhhhhh!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
A tassa do mundo é noça! Com brazileiro, não há quem poça!
Ah, também tem mais umas coisinhas pra escrever.
Tipo essa história toda da copa do mundo aqui no Brasil. A gente parece um bando de pato cego gritando no meio da lagoa pedindo socorro. É isso que nós brasileiros parecemos. Tem um monte de manifestações por tudo, mas as reclamações meio que se perdem no meio de tantas montanhas de reclamações. Acho que estamos perdendo a noção. Não adianta reclamar da educação no país e ficar dando audiência para a Globo e suas novelas imbecis. Não adianta ficar reclamando da falta de educação dos outros e ser um puta de um mal educado, que nunca cede um espaço aos outros em filas (tem gente que chega a saltar pra passar na tua frente!), que não dá uma informação quando pedem, que não dá bom dia pras pessoas, que não pede com licença, por favor de verdade (não o por favor ou te quebro), sei lá, tô citando umas coisas babacas, mas educação tem a ver com se colocar no lugar do outro e ver que naquele momento ele tá precisando da tua ajuda. Tá, eu sei que às vezes o outro é um cretino que não tem educação e corta tua frente ou só quer levar vantagem e se aproveita da tua boa vontade, mas o legal da boa educação é deixar esse cretino seguir o seu caminho sem afetar o nosso, deixar ele seguir o caminho dele com a cretinice dele, sem que nos tornemos cretino como ele. Não é?
Falando em educação, achei super feio mandarem a Dilma tomar no cú, achei horrível. Isso só mostra o nosso nível de educação, que por sinal não foi trabalho único da Dilma, é um trabalho incrível de desconstrução da educação que vem sendo realizado nesse país há décadas, e aí as pessoas se juntam pra mandar a mulher longe, mas quem que tá indo longe afinal?? Além do que, poxa, quem não sabe que mandar alguém tomar naquele lugar é uma atitude super infantil, que não adianta em nada?
Dependendo, a pessoa é capaz de gostar até...
E no caso da copa perdida, aceitemos isso: ganhar a copa do mundo é bom, mas ganhar a copa do mundo com educação de qualidade para todos, com bibliotecas que incentivam a reflexão, com igualdade social, com benefícios para as pessoas que trabalham por isso, é melhor ainda!
Parabéns Alemanha!
Oi, para alguém, em algum lugar
Faz tempo que não escrevo. Até pensei em deletar todo esse material aqui. Pois é.
É que de uma hora pra outra me pareceu um tanto idiota de minha parte me expor tanto assim... Tenho uma mania maravilhosa de ficar me analisando todo o tempo, em tudo o que faço, mas assim: tudo! Então, fiquei uns dias pensando em apagar o material, deixar de ser besta, só que daí fiz um contraponto comigo mesma no seguinte: se eu deletar estes textos vou ficar chateada, muito chateada.
Como quando fiz uma cadeira de redação na faculdade e não guardei nenhum texto. Aaargh!!!
E minha professora me fazia altos elogios, disse que eu escrevia crônicas e pá, sempre gostava de ouvir minhas histórias, sim, porque ela dava um tema, tínhamos que escrever e depois ler pra todo mundo... baita micão. Só que não. Assim é o exercício de escrever e melhorar, você tem que se expor.
De que adianta pensar um monte de coisas, gostar de escrever sobre elas e não mostrar pra ninguém? Nem que seja para te mandarem salvar coisas em locais pouco apropriados... Não recebo muitos comentários, infelizmente, mas as visitas até que acontecem com frequência e, como a maior parte é dos EUA, sempre fico me perguntado se é um desses robôs que escaneiam a internet em busca de pedófilos e filhos da puta que só pensam em fazer mal aos outros... Mas o fato é que não recebo comentários externos, digamos, de gente que desconheço. Só recebi um comentário de um desconhecido uma vez. E a criatura escreveu "salve um pau no seu cú". Peraí. De repente não era um desconhecido... vá saber. A questão é que apaguei. Claro. Não vou deixar um cretino ou cretina sujar meu lindo blog com palavras sujas. Se ele gosta tanto disso, que faça ele mesmo!
Pensando bem, agora me surgiu uma luz... essa construção de frase me sugere que seja alguém de meia idade, porque, qual pessoa jovem, como eu, iria falar "Salve um pau no seu cú!"?
???
Só pode ser um velho. Ou velha. Caquéticos. Nem sabem que hoje em dia isso é super normal...
Então é isso.
domingo, 4 de agosto de 2013
Constrangimentos
É constrangedor viver nessa sociedade atual. Me sinto constrangida pela miséria alheia. Que droga tudo isso, essa bosta toda de desigualdade social. Ter que assistir crianças nas ruas, dormindo no frio, atiradas ao relento, e ter que assistir gente "estudada", bem "colocada", se preocupando única e tão somente com seu umbigo. Tipo o Paulo Santana - agora gagá - se preocupando com a ausência de estacionamento no Mercado Público. Ah, vai se catar!! Todo esse tempo em que ele ocupa uma posição de destaque na mídia, desde o tempo em que foi vereador, o que essa criatura super útil fez pela sociedade, a não ser falar do Grêmio?
Acho totalmente inútil torcer por um time, isso é opinião minha, e até respeito quem gosta de olhar futebol, de acompanhar jogos, é uma questão de gosto, como eu gosto de plantar e outras pessoas não. Mas cara, uma pessoa que tem o poder de expressar sua opinião e ser lido/assistido por milhares de pessoas, passar uma vida falando inutilidade? Isso é um desperdício de vida e poder. E ainda haverem pessoas que concordam com ele, isso é algo que não entendo. Não entendo a tamanha falta de raciocínio de algumas pessoas, em não verem o quanto se perde tempo com coisas menos importantes, enquanto as realmente importantes ficam relegadas ao descaso.
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