segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sentindo Vishnu

Sentindo o dia de hoje, está uma baita de uma paz...

Toda vez que o tempo ficou calmo assim, depois vieram muitos desafios, decisões... enfim, uma série de atitudes a tomar e escolhas por fazer, e não dá pra deixar pra depois.
Tenho uma certa mania de deixar pra depois. Já fiz isso um milhão de vezes, de deixar pra depois, e confesso que não deu muito certo. Porque o depois sempre volta.

É até meio contraditório, como o depois voltaria se ele ainda não aconteceu?

Pois é, o depois não aconteceu ainda (ou sim, mas ainda não foi comprovado cientificamente, porque comigo o dejavu acontece com bastante frequência), mas ele volta.

O que significa isso?

Significa que o depois não existe, na verdade. Existe o agora, o agora não é depois, é agora. O que eu deixo de fazer agora não será um depois, ele será o agora de amanhã. Então, se eu deixo algo pra depois, estou acumulando mais coisas pra fazer no agora de amanhã...

Isso de deixar pra depois não é exclusivo meu... na realidade percebo cada vez mais pessoas fazendo isso: deixando pra depois. São tantas informações pra absorver, tantos encontros pra ir, tantos afazeres por fazer, no meu caso, lavar a roupa, limpar a casa, fazer trabalhos da faculdade, dar de mamar, revisar os temas da minha filha maior, lavar a louça, parar e ler aqueles livros que chegaram pelo correio, limpar o chão, levar a neném pra vacinar, arrumar a cama, planejar as férias, estudar aqueles tópicos do curso EAD que eu tanto gosto, pagar as contas, botar água para os passarinhos, fazer os cálculos, dar comida e água pro cachorro, plantar as sementes de mamão que brotaram, costurar a toca de Natal da Sophia, aguar as pimenteiras... 

Então, tentando me organizar para o novo ano, percebo que há uma lista enorme de tarefas por fazer, e não posso acrescentar nada antes de completar as anteriores. O que posso fazer, é trocar umas por outras, porque algumas já não me parecem tão necessárias quanto antes. Na verdade, várias já não fazem mais sentido na minha lista.

E neste período que passo em casa com as minhas gurias, afloro habilidades desconhecidas como cozinhar, ler e escutar áudios de estudo ao mesmo tempo. E a comida ainda fica boa. São habilidades que eu preciso ter e quero ter, e esse é o momento de aprendê-las.

Pois então... uma das maiores habilidades que estou desenvolvendo neste momento é a capacidade de fazer váááárias coisas ao mesmo tempo...e ainda parar pra dizer "eu te amo" pros meus amores...

É uma arte. É incrível, quanto mais coisas eu faço, mais tenho por fazer, elas se multiplicam, se triplicam, e às vezes parece que eu vou surtar, e acho que até surto, mas "depois" dá tudo certo.
Fase completada.

Ah, e ainda esqueci de dizer que tô estudando o Hinduísmo... que Vishnu me inspire com seus vários braços dando conta com maestria de todas as ações, transformando-as em realizações.
É o meu desejo.

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare!

sentindo Vishnu

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Parem!

Ei robôs, parem de escanear meu blog!!!

Hoje eu tô gritando

Ah, o certo.

Certo. Quero ser certa, estar certa. Sou certa. Sigo o "caminho" certo. Tento andar certo. Dizer coisas certas. Sentir o certo. Não pensar errado. Agir certo. Gritar certo. Amar certo.

Aí vem aquela pessoa cheia de seus problemas. Tô eu aqui, no meu momento de vida com a minha vida, meus problemas, minhas alegrias e tristezas. Eu. Aí vem aquela pessoa. Ela tá mal. Tá desequilibrada, cheia de horror por tudo. Fala mal de tudo e de todos. Sofre. Todos os dias acorda sem saber o que vai fazer direito. Eu sei porque ela me disse. Então ela, a pessoa, chega te pedindo um colinho, não desse jeito "quero um colinho", e sim do jeito como eu entendo ser um pedido de colinho. Do tipo, bah, tô sofrendo e pás. Okay. Eu dou o colinho. Aninho no meu peito. Protejo. Levo pela mão. Mas o meu jeito maternal de ser me diz que colinho também é apontar o que eu acho que tá sendo feito errado. Então faço isso. Aponto. Falo. No início falo suave pra não doer muito. Só que a pessoa não entende o que ela tá fazendo de errado pra sofrer tanto assim. Aí, eu que tô de fora e realmente enxergo melhor digo a ela: "olha, tu tá fazendo isso, isso e mais isso de errado... mas se tu fizer assim e assado tu pode te recuperar...". Então a pessoa diz que se sente melhor do meu lado, que não via esperança, mas agora enxerga uma luz... só que não. Ela continua fazendo as mesmas coisas erradas de sempre. E continua doendo... aí, eu que tenho a paciência de uma hiena diante da carniça, já não falo tão suave. Falo grosso, falo alto. Uso frases fortes, do tipo: "não seja burro!", só que a pessoa me releva, porque ela sabe que eu tô falando para o bem dela. Porque eu gosto muito dela. Várias vezes apoiei ela. Sofri com ela. Passei o Natal no hospital cuidando dela. Perdoei seus desaforos. Mas há um dia em que minha vida se refaz sem ela. Não sinto mais falta como antes. Não tenho vontade de ligar, de saber como está. Se está longe, está bem. Assim eu penso nesse momento.

Só que não.

O orgulho é uma merda. Aí tá, a pessoa não quer mudar, digo a ela aos berros, depois do seu enésimo erro, que dessa vez me afeta porque tô junto dela: "Tu precisa mudar! Tem que parar de fazer tudo errado e achar que vai dar certo! Tem que parar de agir assim! Entendeu?". E a pessoa então, não enxerga com bons olhos meu gritedo e retruca: "Eu não acho que tô errado. Na verdade eu acho que tô certo.".

E eu:

- Ah é? Então pára de vir na minha casa com todos os teus mil problemas me despejar tuas lamúrias se tu é tão inteligente assim! Porque pra mim tu é BURRO!!!!!!!!!!!!!!! Tu não é só burro, tu é muuuito burro! Por que alguém que sabe que faz errado, segue fazendo, sofre, e diz que nunca vai mudar porque não acha que tá errado, só pode ser é muito do burro!

Só que a pessoa não recebeu muito bem essas minhas últimas palavras. Não mesmo.
E agora eu tô com dor de barriga. Mas não me arrependo nem um pouquinho. De nada.
Acho que quando a gente gosta de alguém e se preocupa com essa pessoa, quer o seu melhor, quer que ela seja feliz de verdade, a gente deve falar. A GENTE DEVE GRITAR. Gritar para que a pessoa se lembre. Ela não vai poder dizer, bah, eu não sabia, ninguém nunca me disse. Não. Isso ela não vai poder dizer. Porque alguém falou. Falou suave. Falou firme. E depois, gritou.

Ahhhhhhhhhhhhh!




sexta-feira, 11 de julho de 2014

A tassa do mundo é noça! Com brazileiro, não há quem poça!

Ah, também tem mais umas coisinhas pra escrever. 
Tipo essa história toda da copa do mundo aqui no Brasil. A gente parece um bando de pato cego gritando no meio da lagoa pedindo socorro. É isso que nós brasileiros parecemos. Tem um monte de manifestações por tudo, mas as reclamações meio que se perdem no meio de tantas montanhas de reclamações. Acho que estamos perdendo a noção. Não adianta reclamar da educação no país e ficar dando audiência para a Globo e suas novelas imbecis. Não adianta ficar reclamando da falta de educação dos outros e ser um puta de um mal educado, que nunca cede um espaço aos outros em filas (tem gente que chega a saltar pra passar na tua frente!), que não dá uma informação quando pedem, que não dá bom dia pras pessoas, que não pede com licença, por favor de verdade (não o por favor ou te quebro), sei lá, tô citando umas coisas babacas, mas educação tem a ver com se colocar no lugar do outro e ver que naquele momento ele tá precisando da tua ajuda. Tá, eu sei que às vezes o outro é um cretino que não tem educação e corta tua frente ou só quer levar vantagem e se aproveita da tua boa vontade, mas o legal da boa educação é deixar esse cretino seguir o seu caminho sem afetar o nosso, deixar ele seguir o caminho dele com a cretinice dele, sem que nos tornemos cretino como ele. Não é?

Falando em educação, achei super feio mandarem a Dilma tomar no cú, achei horrível. Isso só mostra o nosso nível de educação, que por sinal não foi trabalho único da Dilma, é um trabalho incrível de desconstrução da educação que vem sendo realizado nesse país há décadas, e aí as pessoas se juntam pra mandar a mulher longe, mas quem que tá indo longe afinal?? Além do que, poxa, quem não sabe que mandar alguém tomar naquele lugar é uma atitude super infantil, que não adianta em nada?
Dependendo, a pessoa é capaz de gostar até...

E no caso da copa perdida, aceitemos isso: ganhar a copa do mundo é bom, mas ganhar a copa do mundo com educação de qualidade para todos, com bibliotecas que incentivam a reflexão, com igualdade social, com benefícios para as pessoas que trabalham por isso, é melhor ainda! 
Parabéns Alemanha!

Oi, para alguém, em algum lugar

Faz tempo que não escrevo. Até pensei em deletar todo esse material aqui. Pois é.

É que de uma hora pra outra me pareceu um tanto idiota de minha parte me expor tanto assim... Tenho uma mania maravilhosa de ficar me analisando todo o tempo, em tudo o que faço, mas assim: tudo! Então, fiquei uns dias pensando em apagar o material, deixar de ser besta, só que daí fiz um contraponto comigo mesma no seguinte: se eu deletar estes textos vou ficar chateada, muito chateada.

Como quando fiz uma cadeira de redação na faculdade e não guardei nenhum texto. Aaargh!!!
E minha professora me fazia altos elogios, disse que eu escrevia crônicas e pá, sempre gostava de ouvir minhas histórias, sim, porque ela dava um tema, tínhamos que escrever e depois ler pra todo mundo... baita micão. Só que não. Assim é o exercício de escrever e melhorar, você tem que se expor.
De que adianta pensar um monte de coisas, gostar de escrever sobre elas e não mostrar pra ninguém? Nem que seja para te mandarem salvar coisas em locais pouco apropriados... Não recebo muitos comentários, infelizmente, mas as visitas até que acontecem com frequência e, como a maior parte é dos EUA, sempre fico me perguntado se é um desses robôs que escaneiam a internet em busca de pedófilos e filhos da puta que só pensam em fazer mal aos outros... Mas o fato é que não recebo comentários externos, digamos, de gente que desconheço. Só recebi um comentário de um desconhecido uma vez. E a criatura escreveu "salve um pau no seu cú". Peraí. De repente não era um desconhecido... vá saber. A questão é que apaguei. Claro. Não vou deixar um cretino ou cretina sujar meu lindo blog com palavras sujas. Se ele gosta tanto disso, que faça ele mesmo!

Pensando bem, agora me surgiu uma luz... essa construção de frase me sugere que seja alguém de meia idade, porque, qual pessoa jovem, como eu, iria falar "Salve um pau no seu cú!"?

???

Só pode ser um velho. Ou velha. Caquéticos. Nem sabem que hoje em dia isso é super normal...

Então é isso.